
.:|PERFIL|:.
Stella Van Der Klugt, holandesa de nascimento, brasileira por escolha e amor, psicanalista de profissão, artista de alma. Os quadros que pinta tem o azul-índigo do céu de verão, as músicas que escuta à luz de suas perfumadas velas são noturnas e suaves como o saxofone que ela estuda, com a voz de Ella Fitzgerald. Suas maiores paixões além da música e da pintura, são televisão e o Guga. Mas o que ela gosta MESMO é de estar cercada de gente amiga. Amiga como Stella é de quem se aproxima dela.(por Assunção Medeiros)
.:|e-mail:.
stella.klugt@uol.com.br
.:|La Chassotte réunion 2007 |:.
La Chassotte photos May 2007
.:| Elsevier |:.
.:| Elos |:.
Louvre em Abril
O casamento estava muito bonito. A sala inteira decorada com orquideas rosas. Marcos entrou com um labrador, vestido de smoking. Muito apaixonado, declarou seu amor dando um show. Depois da troca de alianças e da benção do padre, para a surpresa da noiva, Paulo Ricardo cantou Everlasting Love, no momento do refrão Marcos pegou um microfone e cantou para sua noiva :
Open up your eyes
Then you'll realize
Here I said was my
Everlasting love
Need you by my side
Come to be my bride
You'll never be denied
Everlasting love
From the very start
Open up your heart
Feel the love you've got
Everlasting love
................................
Minha amiga Betty, pianista e esposa de Luis Franco que conversa com Leão Lobo,na foto acima.

Eu uso secretárias eletrônicas há muitos anos. Na minha profissão, de psicanalista, se provou a mais eficiente e sigilosa. Um dos aparelhos que tenho, já tem 10 anos, Panasonic, e foi muito eficiente durante todo este periodo. Mas quase não consigo mais entender os recados e achei que estivesse na hora de trocá-la.
Qual não foi minha surpresa! Não há secretárias eletrônicas a venda, não há, em lugar algum. Estranho , será que as pessoas não as usam mais ? Será que o celular substituiu até isso ? Será que estou ficando tão velha que quero um produto já obsoleto ?
Não, nada disso, depois de conversar com o vendedor de uma loja de telefones soube o porque do sumiço de todas as secretárias eletrônicas: a Telefônica conseguiu um acordo com o governo para que ela vendesse a "secretária eletrônica digital" nas linhas dela e o governo proibisse a venda de aparelhos.
Hoje recebi uma propaganda da Telefónica
"___ SECRETÁRIA ELETRÔNICA DIGITAL___"!
Experimente durante 30 dias , você só paga os pulsos de acesso. Para continuar com o serviço após este período, ligue xxxxxxxxx. Depois será cobrado 1,90 mensal.
A Telefônica vai ter os recados dos meus pacientes! Vai poder controlar se os dá ou não. Exigirá cada vez mais dinheiro dependendo da minha necessidade?
Que poder é esse da Telefônica, que a Panasonic não vende mais seu produto aqui?
É esta que eu quero, alguém tem alguma sobrando?
Agora preciso procurar um "muambeiro" para me arrumar uma secretária eletrônica importada, ilegal.
Unbelievable ! Inacreditável!
UPDATE
Juarez Guedes Cruz psicanalista didata da SPPA (Sociedade de Psicanálise de Porto Alegre) recebeu o primeiro lugar do Prêmio Açorianos, na categoria contos com o livro " A Cronologia dos Gestos" . O Açorianos é o prêmio literário mais importante do Rio Grande do Sul.
Parabéns Juarez
Piadas para crianças:

Anotei estas piadinhas, que as crianças contaram, num dia de chuva na fazenda. A regra era, que não podiam ser sujas, nem ter palavrões, e foram estas que surgiram. Nos dias seguintes passavam o tempo tentando criar mais piadas para a coleção. Quem quiser contar alguma será muito bem vinda e as crianças agradecem.
- Qual é a cor mais barulhenta ?... a Cor neta
-Porque á água foi presa? ... Porque matou a sede.
-Como se faz um giz virar cobra?... Você o joga na água , e gizboia.
-O que o pneu da bicicleta falou para outro pneu ? -" Olha a tachinha? que tashisssssssssssss
-Como faz um suco virar cobra? ... Conta uma piada para o suco e o sucori.
-Sabe porque a mulher do Hulk o deixou?... Porque ela queria um homen maduro
-O que você encontra debaixo do tapete do hospício? ... Um louco varrido.
-Você sabe como uma bruxa voa em dia de chuva ? ... com rodo.
UPDATE
Mesmo um pouco em cima da hora , não posso deixar de falar da homenagem que está sendo feita hoje a Clarice Lispector.

"O Centro de História Judaica de Nova York fará uma homenagem a uma escritora que não fez leitores . Seduziu-os" segundo Julie Salamon ( Articulista do New York Times)
Me torno voraz quando leio uma notícia dessas. Quero estar lá, em New York! Quero ouvir pessalmente esta homenagem. Me sinto excluída, e culpada por não ter criado as condições necessárias para estar lá. Quero andar pelos "Gates" não vê-los em fotos! Quero tudo, tudo ao mesmo tempo, e agora! Desabafei. Não liguem é passageiro.
E derrepente o ano passado.

Guga está concorrendo pela ATP como tenista mais popular não deixem de vota
UPDATE: PARALELOS
Á pedidos, copiei o texto de José Castello, já que muitos não conseguiram encontrar.
O Estado de São Paulo=Domingo,6 DE MARÇO DE 2005
LITERATURA PARA UM MUNDO DESENCANTADO
Tristeza e melancolia marcam coletânea de jovens ficcionistas
José Castello
Especial para o Estado.
O escritor argentino Julio Cortázar comparava os contos a uma esfera, um objeto com um ciclo perfeito e implacável, no qual nada poderia estar fora de seu lugar."Como uma esfera, os contos têm que ser fechados", Cortázar enfatizava, assim, a importância do rigor, e também do equilibrio, na constrição de um conto.
Não pelos mesmos motivos, a idéia da esfera também serve como instrumento para a leitura dos relatos reunidos em Paralelos. A esfera não como um coro perfeito, mas como um campo fechado e sem saída. A idéia dominante nos dezessete contos dessa coletânea é a da imobilidade. Há neles, quase sempre, o esboçar de um esforço lento, mas difícil, para sair do torpor e, enfim, se movimentar. "á anos tento escrever. Há anos, quando a imagem vem, a mão paralisa" escreve Tatiana Salem Levy em Paralisias, um dos dezessete contos da coletânea.
São jovens autores - alguns, como Tatiana, muito inspirados- que, perplexos, se empenham em dar expressão a um mundo no qual á palavra já não vale grande coisa. Um mundo desfigurado, sem face, composto de imagens turvas e indefinidas, como o que aparece em o Último Quarto à Direita, de Cecilia Gianetti. Nele , um apartamento (a literatura?), como num conto fantástico de Cortázar, começa a se desfazer. "Virou uma névoa à espera de reconfiguração, de que o pó assente e forme um novo desenho", ela escreve. Resta a busca do novo como saída.
A vida porém tende à paralisia e escorre lentamente .É um gotejar monótono, pingos esparsos, e atormentados. Em Gotiera, Francisco Slade, os dois personagens levam uma vida tão aplainada pela repertição e pela monotonia que um deles nem percebe que o outro está morto "havia mais de uma semana".Morte e vida quase se equiparam; escrever, ou a esperança de escrever, é apegar-se a um fio.
Para surpresa de um leitor acostumado ás imagens exaltadas da juventude oferecidas pela televisão, há nos relatos desses jovens autores, em geral, uma atmosfera melancólica, um grande desânimo, Desmentindo as idéias do marketing e da publicidade, uma tristeza indefinida percorre, de ponta a ponta, esses relatos."Já eu, não tenho autonomia, naõ tenho o elo das palavras. Sequer sei escolher meus caminhos", relata o narrador de A casa do Cachorro, de João Paulo Cuenca. Em vez de jovialidade, decepção.
O mundo contemporâneo, que esconde seu imobilismo interior com uma velocidade quase fatal, no entanto, está bem alí. Basta dar uma rápida olhada nas breves biografias dos dezessete narradores , registrada ao fim do livro. Jovens , fazem mestrados e doutorados levam intensa vida profissional e, com seus diários e desabafos, alimentam os blogs da internet e deles se alimentam. Agitam-se, os escritores. Mas a imgem que em suas narrativas, eles nos oferecem do mundo endem só ao entorpecimento.
Apesar de jovens, a verdade é que já enfrentam os efeitos de tempo, que não só nivela, mas encanta a realidade. "Era curiosa impressão de encontrar reduzida a realidade que, vista com os seus olhos de criança vinte anos atrás, tinha uma outra dimensão", começa Pedro Süssekind a narrar em seu Litoral. "Ele se esforçava para relembrar", continua -e esse esforço desesperado de rememoração é outra característica dos relatos de Paralelos. Esforço, quase sempre, falho ou fracassado. memória, com seus desarranjos e mentiras, já não é mais um caminho seguro para identidade.
Até porque, como sugere um presonagem de Jorge Cardoso em Miséria, podemos considerar perfeitamente a existência de uma "teoría do tempo parado". A internet conecta pessoas que estão em continentes distantes- Jorge por exemplo, vive em Umea no norte da Suécia, e escreve para seu editor brasileiro, que está em Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Os jatos cobrem longas distâncias, os satélites despejam sobre o planeta um emaranhado de imagens simultâneas, ainternet conecta seres que de outra forma, jamais se falariam. Apesar disso, o personagem de Jorge Cardoso tem a terrível sensação de estar deslocado, fora do lugar, ou, como descreve, de ter nascido"90 anos mais cedo do que deveria". Pensa, então,em cometer suicídi, na esperança de estancar as horas, imaginando que, chegando a uma zona morta, poderá espra que os tais 90 anos se cumpram e enfim, sincronizar no seu tempo.
Em outras palavras: velocidade não assegura a posse do presente. Ela pode não levar a nada, a não ser de volta ao ponto de partida. Ao apresentar seu conto, Historias acerca de Botões, Mara Coradello adverte: " E naõ chame de confessional, o chame de autópsia". Mais uma vez o ato de rememorar - que a um Marcel Proust rendeu um romance caudaloso como um rio - hoje, ele também, em vez de tonificar o presente, pode conduzir á destruição. É o que se estampa nos relatos desses novos contistas, e é desse atoleiro que sua literatura - comomobilidade desesperada de nado - emerge.
São sentientos duros, e bastante desesperançados, que movem os dezessete relatos, escritos em estilos e perspectivas bastante diferentes. A diversidade, contudo conduz em geral , ao mesmo desamparo. Autores que , quem sabe,poderiam se ver como o personagem de Homen dentro da Caixa de Sapatos, de Mariel Reis. Prisioneiro na caixa estreita e escura ele se torn um homen objeto nas mãos da mulher. Um homem detido numa armadilha, exatamente como se sentem os jovens homens e mulheres que escrevem esses relatos.
Para proteger o marido, a mulher guarda a caixa de sapatos, com o homem dentro, em cima do armário. "Diz que lá em cima estou livre de mãos alheias e olhares curiosos", ele relata. No mundo superequipado e interligado em que vivemos, estamos sempre presos a uma malha, alguma rede - como a internet. O que poderia nos proteger no entanto vem exacerbar o isolamento. Solidão que, apesar do mundo unificado em que vivemos, ou por causa dele, é a marca desses dezessete relatos.
How to hypnotize and get away with it.

It all started as a game, in boarding school. We did have a lot of free time specially in the winter and didn 't have much to do, so ideas start to breed. The routine at school was simple and the nuns really tried to keep us occupied most of the time , but they couldn 't lock us up all the time. So after school we had some sweet bread and chocolat chaud , and then we had study hours ,it was after études surveillées that we smoked and danced, and did what ever could entertain us. So one of those winter afternoons sweet Caroline came up with" -I once hypnotized somebody-" , now this really caught our attention, - "Really you did? And how do you do such a thing ?" - We, the older girls, didn't believe Caroline, she was a very sweet girl from the USA who thought Switzerland was just an other state in the United States of America ( I won ' t get in to the actual irony of that idea nowadays). She crossed an ocean by plane which she thought was just an other American lake. We forgive Caroline , she was sweet and everything she did was pink all her clothes were pink, but also all her accessories, like hair brush, tooth brush etc. But we just didn 't trust the things she said she knew.
Let me explain something that may cause confusion: La Chassotte was an International School, and the main purpose was preparation for the french baccalauréat, but they also had french for foreigners with different sophisticating courses like Histoire de L' art , Litérature, Langues , Sécrétariat.
Caroline was sent over to learn french, at that time , in the 70 ties, the american education was considered, by the americans, as very bad , so those who could, would send their daughters abroad for a couple of years.
So Caroline starts showing how to hypnotize, it is quite simple: somebody lays their head on your lap and you massage the side of the forehead , softly, slowly, while the person lying down counts to one hundred ( we discovered that if you weren 't hipnotized by 100 this technique wasn' t able to hypnotize you). While the person is counting , the one hypnotizing, speaks softly saying stuff like ,- your faaaaaar awayyyyy , you ' re very confortable, - and you would notice after a while a change in breathing and eye movement. Ok , at that point you can ask your victim : "-Where are you....."
From there on the fun starts. We tried everything , like to find out if the person had secrets -, nobody had any interesting secret- that was a frustration I guess we were too young. Then we tried to have the girl wake up being 3 years old , the surprise started when they woke up and didn´t speak any language we knew. Once Paola woke up only speaking a Genovese dialect she spoke when she was a child, and the word that was supposed to wake her she didn 't understand. Crying like a baby, she wanted her mama and to run away, we didn' t know what to do. Finally the code word did function and she woke up. But I had a real scare after that.
We tried pos-hypnotic commands - to diet, to stop smoking-, it did last for a couple of days , but not very effective, - "You will hate bread,and won ' t eat it at all "- It did work for one day some lasted 2 days but on the 3 rd we ate bread.
Once Melanie didn' t snap out of the hypnosis, we had been abruptly interrupted by Sister Claire, maximum authority , who sent us to our rooms, even with the code word Melanie didn 't "snap out of it" She walked the corridors and couldn 't find her dortoir. After Sister Claire was gone I went looking for her and found her behind one of the big heating radiators absolutely terrified not knowing where she was. I tried the code word , but she didn ' t trust me and it took a while before it worked.
During months we would hipnotize each other and do all kind of experiences.
That got me in trouble after a while, I ended up being the best hipnotizer, and when one of the girls came back from her vacation with a letter from her parents communicating that she was having serious memory problems, They warned the nuns to stop the strange game we were inventing. I was controled and menaced of not beeing allowed back the next term.
Later when studying psychoanalysis, and reading about Freud 's experiences I confirmed that the human memories, are what you think you lived, not what you really lived. Hypnosis will not bring you reallity or the truth, that is why S.Freud developped the technique of free association . Hypnosis was used by Dr. Charcot at the hospital la Salpétrière, as a show : he would make hysterical women who were paralized, walk while under hypnosis, but they would be paralized as soon as they woke from the trance.
Hypnosis isn 't good for anything at all it just got me into trouble at school. The experience altough was very rich and usefull for me when I started to study psychoanalysis, but just a dangerous game.
UPDATE
Hoje Domingo 6 de Março uma matéria muito interessante sobre o livro Paralelos. "Literatura para um mundo desencantado" é o título da coluna de José Castello, "Tristeza e malancolia marcam coletânea de jovens ficcionistas" especial para Estado
Novo UPDATE
Não resisti e tenho que deixar este endereço para vocês. Provavelmente o melhor , the best. A Biblioteca de NY põe seu acervo de fotos na WEB. Presentão
http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/index.cfm
UP DATE / New book na blogosfera !

Fui no lançamento de "Paralelos" The best : Augusto Sales Que bom que você apareceu!
Esperei o Augusto achando que não viria...
La Chassotte
Here we are Aleksandra Boskov and me on some boring saturday afternoon playing dressup and photo shoots in the gardens of La Chassotte. We were allowed into the city , Fribourg wasn' t really a city we called it le petit bled, (Aerial view of La Chassotte) on saturdays afternoons from hr 14:00 until 16:00. We had to be back exactly at 4 pm or els .... but we weren' t allowed out every saturday so if we had nothing to do , and we didn 't have TV or Radio we tried to act like normal people would : How would normal people dress on saturday?
This was fall , just back from home and meeting the girls here you see Corinne Suter, Sweet Caroline, Claire and Irène Suter. We were good friends all through school. Caroline was the one who taught me to hipnotize, she wasn 't very interested in it , but I really developped the game untill the nuns almost "kicked" me out!
The Inseparables!
Melanie, Aleks, Francine, Claire and Paola. Somewhere in Switzerland on one of the Sunday excursions during the fall ; skiing season would only start near Xmas, when there wasn´t any snow we would be taken on a bus through little Swiss cities.
It has been a strange week, suddenly voices from the past into the present. Voices with affection and eager to meet again. This afternoon I was listening to some songs we used o listen too, like Melanie' s album of Carly Simon. We only had one small recreation room where we could smoke and listen to music. The other album was Deep purple Smoke on the Water and The Who. I felt just like I used to, I realized that feelings come back just as they were then. As if time hadn 't past, it me made me feel complete, as I recovered parts of myself I thought weren' t with me anymore. The intensity of dreams and plans, the world at my feet and ahead of me. The world isn´t at my feet anymore and never was , and most of my plans I have realized or abandoned, it 's just not that it 's nothing you can touch or that words can describe. Description would reduce everything anyway, no, it 's everything together the voices, looking forward, the music, specially the music, the pictures I 've watched so many times through the years, my french ! I haven´t spoken for I don´t know how many years. It is so rich so full of inspiration it is the past presented.