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Stella Van Der Klugt, holandesa de nascimento, brasileira por escolha e amor, psicanalista de profissão, artista de alma. Os quadros que pinta tem o azul-índigo do céu de verão, as músicas que escuta à luz de suas perfumadas velas são noturnas e suaves como o saxofone que ela estuda, com a voz de Ella Fitzgerald. Suas maiores paixões além da música e da pintura, são televisão e o Guga. Mas o que ela gosta MESMO é de estar cercada de gente amiga. Amiga como Stella é de quem se aproxima dela.(por Assunção Medeiros)

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La Chassotte O primeiro ano no colégio interno

Continuando sobre minha experiência em La Chassotte, aqui está uma foto que papai tirou na noite que cheguei no colégio, a Debbie, uma veterana, era seu último ano, ajudou a desempacotar meus cobertores, eram roxos. Todo meu enxovalzinho comprado naquele dia num supermercado de Fribourg era roxo.Os lençois puxavam para o azul , mas meu roupão parecia roupa de padre na Páscoa, a lavanderia nunca fez confusão com minhas coisas

Debbie está na frente da minha cama, no primeiro ano dormi, ali, atrás desta cortina. Nos anos seguintes pude ter um quarto só para mim o que era um alívio. As luzes apagavam as 21:00. Eu ainda tentava ler com lanterna embaixo dos lençois, mas eu acabava cansando logo. Minha vizinha de cela era Rosa Amir Tchupani, Iraniana , ela recebia pacotes e mais pacotes de pistaches do Irã. De noite ela dividia comigo. Rosa , descobri depois , era uma das moças mais rejeitadas da escola. Ela era muito feia, muito baixinha e usava um óculos fundo de garrafa. Por mais que ela destribuisse pistaches, não agradava as meninas. Para mim, foi quem esteve comigo e me ensinou a funcionar no inicio deste mundo novo. Era também uma das mais abandonadas pela familia. Mais tarde também descobri que muitas das meninas quase não viam seus parentes, quando eu saia de férias, de volta ao Brasil, elas ficavam na escola e iam em escursões com as freiras.

Havia uma hierarquia , que era estimulada pela escola. As alunas mais antigas, mais velhas, e de mais tempo na escola tinham mais privilégios. Diane Balli, saiu no ano que entrei, dela era o quarto maior, ninguém nunca a mandava apagar as luzes e ela e uma amiga chegaram a fujir e encontrar com rapazes de Fribourg. Diane acabou casando no ano seguinte com o tal rapaz.

Ela fazia o Bac. Este era outra valor hierarquico o Bac. Por fazer a preparação para o Bac eu pude pular a passagem por dormitórios lotados e logo tive um quarto. Diane, era nossa ídolo, nunca em todo o período que estive na escola consegui fujir e namorar. Uma vez, Claire (minha grande amiga até hoje) organizamos uma fuga para encontar com os rapázes de uma banda que tinhamos conhecido nas férias de Natal. Eles estariam tocando em Crans Montana. Claire descobriu que tinha uma tia que morava perto de Zurich, decidimos fazer contato com ela, pedir para passar o fim de semana lá  e no fim de semana seguinte, daríamos a mesma desculpa e iriamos para Crans. Tudo deu certo a tia, ficou contentíssima em ter notícias da Claire, adorou nos receber. As freiras desconfiadas, telefonaram várias vezes para confirmar que estávamos onde tinhamos dito que estaríamos. A Lucette, que hoje é grande amiga de Claire, nos ajudou a encontrar com os rapazes da banda, só que , depois de tanto planejar ,não nos pareciam tão interessantes, meio caipiras. A história teve um final feliz, já que Claire que perdeu a mãe aos 10 anos de idade, encontrou Lucette.

Eu ainda aprontei muita coisa, mas namorar, só nas férias quando vinha para o melhor lugar do mundo, vinha para casa.

Sou eu, embaixo da linha.Sempre entre as mais altas. Estamos na frente da escolas , as janelas do andar de cima eram dos quarto individuais, tão desejados.

UP DATE    Para A. Inagaki

 foto tirada em 2 de Outubro de 1944 os Alemães bombardeavam a cidade da minha mãe e acertaram a Catedral de Oirshot.

Atendendo a um desejo do A. Inagaki

 



Escrito por Stella às 06h57 PM.

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La Chassotte - Reunion in Paris

Rosario (Portugal), Tete (Spain),Me(Brasil), Miona(Spain),Denise dela Ossa(Panama)?

Catherine de Labry (Spain), Fiona Balli (Africa) Christy (England)

A partir desta data estarei colocando up-dates da minha reunião com a turma do colegial. Eu fui colocada, por circuntancias da vida viajante dos meus pais, num colégio interno para fazer meu colegial. O colégio foi vendido o ano passado acho que vai virar estacionamento.

Uma casa centenária em Fribourg na Suiça, exatamente na fronteira das linguas alemã e francesa, foi lá que me preparei para o Bacalauréat que me permitiu entrar na Sorbonne. A experiência de colégio interno não tem nada a ver com alqueles filmes de Haley Mills, é uma cadeia. Não se enganem, é uma reclusão severa da vida social, considero como um atraso de 4 anos na minha vida. Mas foi lá que eu me enfiei nos livros, eu lia tanto que as freiras os confiscavam,  confiscaram tantos que quando terminei , elas me agradeceram pela biblioteca que tinham formado.

Nesta escola também tive os melhores professores de literatura, e só aumentaram minha paixão. Foi ali que experimentei hipnose e quase fui expulsa de tanto hipnotizar e confundir a memória de algumas alunas, e descobri que era psicologia que iria fazer, sempre soube, era só saber que nome tinha. E o nome era psicologia, para descobrir que eu queria dizer psicanálise.

A decisão de ir á reunião foi  difícil , não é um momento bom para me ausentar do consultório, o dinheiro também não está sobrando, o Euro está absolutamente cruel e nos transformando em caipiras. (Queridos blogueiros, sair do Brasil é obrigatório, it is a life changing experience. Falo a mesma coisa para os Franceses, estes também quando são caipiras são horríveis.)

Bom vou parar por aqui e todos os dias contarei alguma história. Terei que fazer trechos em Inglês já que minhas colegas não entendem Português. O elo que pode ser encontrado aqui do lado é da antiga aluna que está organizando tudo. Não a conheço sua turma é anterior a minha , seu site é muito bonito vale uma visita.

This was the view from my room on "Dortoir St Rosaire" from the gardens on a winter morning.

The reunion will be on th 13th of April in Paris , Anne is the organizer, click on the name and you 'll find those who have confirmed til now. 46 days to go



Escrito por Stella às 10h20 PM.

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Voto livre

Gostei desta coluna do Roberto da Matta do Estadão. E decidi copiar aqui a segunda parte e comentar assim como deixar vocês comentarem. Não me descabelo para achar assuntos que interessem a vocês , penso que seria impossível inclusive. Escrevo aquilo que me interessa e espero a opinião de vocês a respeito . Só isso. Meu trabalho, o último relatório que tenho que entregar até o fim do mês, esse não escrevo aqui , é com lápis em cima de textos , cheio de flechas etc, je me tire les cheveux e me angustío , me sinto pretenciosa e burra, passa por correções de colegas que por dias fico odiando até conseguir pegar de novo, e fazer as alterações necessárias. Preciso controlar a voracidade de incluir mais algum aspecto de mais algum autor. e assim até o fim do mês , acaba esse suplício.

Mas, quando tenho 1/2 horinha, e um texto interessante, de um homem inteligente, eu ponho aqui. Para meus 2 leitors, entre os quais meu pai, sempre curioso e informado sobre tudo que acontece, comentarem o que acham nos SEUS 5 min diários que tem para mim

O que o BBB diz do B?

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Onde o localismo se mostra de modo mais dramático é nos reality shows que adotam integralmente a perversa transparência da casa de vidro proposta pelo comunista André Breton, e remetem a perveridade do totalitarismo absoluto de Orwell, de onde o programa tira o nome Big Brother : aquele que entrega tudo o que vê ao voyeurismo perverso, descontrolado e com ditreito a voto.

Mas em vez de individualizar ao máximo a competição e o individualismo, como ocorre em outros países, o que vemos nos BBs nacionais é o nascimente de um forte e emocional personalismo quando os competidores choram de saudade de casa ou como no caso atual, se aglutinam em torno de um lider. Ou seja, mesmo num jogo desenhado para acirrar a disputa individual, a cultura da famillia, do clientelismo e da amizade protetora -da "casa"- tem forte presenç e dá as suas cartas. Lá se enturmam os "meninos" gigantes, os "homens", fortes e lutadores, pressionando e esmagando as "meninas". Lá se estampa também o enorme prestígio da psofissão de m´dico, cimento de uma ex-lideranço absoluta, comdireito a projeto político corporativo, seguidores fanáticos e bajuladores, do mesmo modo que do outro lado, reage um professor universitário (eis outra carreira importante, embora difícil, no Brasil), aliciando outros participantes - todos momentâneamente esquecidos de que o prêmio caberá não a um grupo ou a uma relação, mas a um indivíduo. Por isso mesmo é básico constatar força viva dos valores locais na figura de um forte personalismo relacional que , mesmo num contexto hobbesiano, onde tods lutam ( ou deveriam Lutar) contra todos, existem entregas fiéis a uma ou outra pessoa.

Um outro dado notável deste BBB é a formação aberta e cosnciente de um grupo fechado imitação talvez do sucesso de um partido político autoritário, como uma facção que dit em quem votar e tendo força, tem esbanjado preconceito contra preferências sexuais e traços de personalidade dos seus oponentes. Nunca se viu em nenhum BBB uma tentativa de congregação mais totalitária, corporativa e dominada por um pensamento único do que nesse programa em que os chamados "gigantes" parecem ter saído de algum partido político totalitário.

Felizmente, para os competidores, a estrutura do programa combina o paredão fidelista, com o bom velho mercado eleitoral democrático e, no voto, o público tem compensado todas as pressões stalinistas. Com isso, o brasileiro revela como ele tem horror ao autoritarismo e às propostas arbitrárias e acima de tudo, a a rrogância associada ao poder

Caso interessante esse de um programa que demonstra comtodas as letras como é bom ter mercadoe melhor ainda, voto livre para calar os autoritários, os núcleos duros os de crteirinha e os incapazes de se colocarem no lugar dos outros.

Roberto Da Matta

para o Estadão de 16 de Fevereiro de 2005

 

Gostei como ele encontra as definições certas, "congregação totalitária", "grupo fechado", "esbanjando preconceitos" "autoritarismo", "propostas arbitrárias" , e por fim arrogantes que se auto denominam "Os Gigantes", só mesmo um antropólogo para definir tão bem. Palavras que me lembram certos blogs.



Escrito por Stella às 07h02 PM.

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Martha Stewart

"-I'll be back!"

Em Março Martha Stewart  ,63 anos, sai da cadeia. E mesmo antes disso já está de volta, como disse saindo do tribunal , depois de sua sentença, na entrevista dada a Barbara Walters -"I´ll be back".

Ela vai tomar o lugar do Donald Trump no "Aprentice", sua empresa vai contratar o ganhador por 250 mil dolares. No link existe a ficha de inscrição para quem quiser participar.

Martha é uma grande mulher, cheia de energia montou sua empresa passo a passo. É um exemplo para as mulheres e para executivos. Uma vez me divertí fazendo uma pesquisa entre donas de casa:- Se você pudesse ter um programa de TV á tarde , dirigido para donas de casa,e com toda liberdade , que programa você faria ?( Isto foi antes da TV a cabo.) O resultado foi :- trabalhos manuais, culinária, dicas de decoração,- exatamente o que Martha fez. É uma mulher de visão e lá vem ela de novo com este programa.

Martha tem uma educação digna de wall street onde começou , quando casou e teve filhos se dedicou a sua casa e marido. Nesta época começou sua empresa. Com muito sucesso, ganhou muito dinheiro, e se expandiu em todas as áreas que pode, de dar inveja a qualquer empreendedor.

Agora, com prisão domiciliar, por mais 5 meses , de dentro de sua casa vai fazer o programa.

Wellcome back Martha!

Martha foi para a cadeia por causa de uma venda de ações, que tinha sido recomendado pelo seu conselheiro.

O telefonema que mudou a vida de Matrha foi feito por Douglas Faneuil para martha em San Antonio lhe dizendo que Sam Waksal estava (dumping) se livrando de todas suas ações da sua empresa de biotecnologia, a ImClone,foi feito em 27 de dezembro. Mais tarde no mesmo dia houveram rumores em Wall Street de que a droga Erbitux da Waksal não seria aprovada pela FDA (Food & Drug Administration) Em Westport no 28 de Dezembro, Dr. Bart Pasternak, ex-marido de Marianapai dos suas filhas ,vendeu o equivalente a $600,000 em ações da ImClone- muit mais do que Martha Stuart vendeu. Mariana testemunou supostamente a favor da Martha mas foi o testemunho dela que acabou condenando-a. ela repetiu uma frase que suostamente Martha Stewart comentou com ela : -" Isn´t it nice to have brokers who tell you these things?" - ( Não é gentil ter corretores que nos contem estas coisas?) E este foi o coup de grace que levou a condenação. Mariana Pasternak trabalhou em cargo de confiança ao lado de Martha , ficou rica, usava o jato de Martha, tinha férias pagas por Martha com carta branca para despesas. Martha Stewart é madrinha de suas filhas -

Betrayal is such a dramatic word , but the prosecuter didn´t need to prod Pasternak to quote Martha saying, "isn´t it nice to have brokers who tell you those things?"

(Traição é uma palavra tão dramática, mas o promotor nem precisou cutucar Pasternak , para  que ela citasse Martha dizendo: -"Não é gentil ter corretores que nos contem estas coisas?"-)

Tirado do texto de Dominick Dunne do texto na Vanity Fair de Outubro 2004

UP DATE

The Gates  neste endereço tem tudo sobre a obra e seu autor. Não vou falar mais porque é uma obra que tem que ser vivida , não fotografada. Temos que ir até lá!



Escrito por Stella às 04h18 PM.

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Ray -Jamie Foxx

O filme Ray é candidato a 6 Oscars.

Foi feito de forma independente e somente depois de pronto a Universal entrou para fazer a distribuição. E ainda a razão da Universal assumir a distribuição foi porque um dos executivos do estúdio costumava Ir para Hollywood assitir a um concerto do Ray Charles pedindo carona na estrada.

Ray é um filme que provavelmente se tornará cult. Além da excelente atuação de Jamie Foxx também é uma retrospectiva da música pop americana do século passado do country ao blues e as origens do rock e do twist.

Gostei muito do filme, quando a sala escureceu e começaram os primeiros acordes no piano, sabia que passaria duas horas muito boas. O privilégio de termos sala com dolby sound surround nos permite ouvir cada nota tocada.

A fotografia , a história, a música , tudo se mescla num filme perfeito.

Acho que deve ser muito difícil fazer a vida de um ídolo que, na época das filmagens era vivo e participava de algumas etapas da filmagens . Ray Charles chegou a pedir o script em braille.

Jamie Foxx foi mais que perfeito, se é que em termos humanos alguém pode ser perfeito ainda mais "mais que perfeito" mas foi esta minha impressão. Só para dar um exemplo,no meio do filme esquecí que não era o próprio Ray Charles que eu estava vendo, e normalmente não me perco deste jeito em história alguma.

 Não é um filme que carregue alguma bandeira da luta racial. A discriminção racial do início do século passado, época em que Ray Charles surgiu, aparece ao fundo. O que achei um alívio, já que queria saber da história dele, Ray , e a história da música negra. Provavelmente foi uma escolha, não mostrar a crueldade que existia contra negros nos USA. Há pinceladas, como na cena no ónibus com separação entre negros e brancos, os negros só podiam sentar no fundo do ônibus separados por uma placa escrita com "negros". (Se os brancos quisessem podiam mandar descer os negros)

Assistam o filme, levem a namorada, as músicas derretem o coração, e torçam para que Jamie Foxx ganhe o Oscar de melhor ator.

A trilha : nem se fala, não preciso.

 

Falando de Niemeyer.

Encontrei um restaurante em Sampa que vale a pena. O Buttina.

Na parede na entrada o traço lindíssimo de Niemeyer direto na parede:

. Como no guia Michelin : ça vaut le voyage!



Escrito por Stella às 07h29 PM.

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Nanotubos

Vejam a animação para ter uma noção de tamanhos

O grande atrativo dos nanotubos na eletrônica é que sua propriedade elétrica (condutor, semicondutor ou isolante) pode ser manipulada pela simples alteração da geometria dos tubos.O dominio da tecnologia ainda está longe, adverte Ugarte.

Esta é a Conclusão do artigo Ciência do Estadão de 11 de fevereiro de 2005,assinada por Herton Escobar. O que que eu quero com um artigo de ciência tratando de nanotecnologia? Pois vou lhes dizer. Estas, ciências, como física, nos fornecem novas formas de pensamento, em todo caso uma tentativa de novos conceitos. Por exemplo fiquei curiosa com o que eu poderia fazer se começasse a olhar os meus velhos conceitos psicanalíticos teóricos considerando "alterações da geometria".

Mas o artigo tinha outras coisas curiosas como uma decoberta espontánea : algo que observaram mas não foi consequência de uma manipulação intencional deles.

No minúsculo e complicado mundo da nanotecnologia, onde produtos são medidos em milionésimos de milímetros[....]. Segundo as observações de uma equipe internacional de cientistas, incluindo um brasileiro e um argentino do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, eles são formados a partir de carbono líquido, e não gasoso, como se acreditava até agora.

Por nanotubos de carbono, entenda-se, literalmente, minúsculos tubinhos feitos por uma folha enrolada de átomos de carbono. [....] "É basicamente uma mangueirinha", simplifica o argentino Daniel Ugarte, do LNLS. "como uma fibra de carbono, só que muito pequena e muito perfeita." Para que servem? Entre as muitas aplicações pesquisadas estaõ telas planas de computador e coletes a prova de bala. Eventualmente o carbono irá substituir o silício na fabricação de circuitos eletrônicos. [...]

Até hoje não se sabe como os tubos nascem no meio disso tudo. " Você faz eles aparecrem" diz Ugarte. "Ninguém sabe como eles se formam, tampouco como controlar essa formação. Por isso entender esse processo tão importante"

A equipe foi a primeira a prestar atenção em gotículas de aparência líquida que recobrem parte dos nanotubos, como gotas de orvalho sobre uma teia de aranha. Estudos detalhados dessas estruturas, realizados principalmente por microscopia eletrônica no LNLS, sugerem que os nanotubos de arco elétrico são formados dentro de gotas de carbono líquido, que esfriam por for primeiro e depois cristalizam por dentro.

Até agora, imaginava-se que eles se formavam em vapor de carbono. "É uma ideia meio maluca", admite Ugarte."Não só estamos propondo um mecanismo completamentediferente, mas muito controverso.Muita gente nem acredita que o carbono exista em forma líquida"

Liquid Carbon, Carbon-Glass Beads, and the Crystallization of Carbon Nanotubes
Walt A. de Heer, Philippe Poncharal, Claire Berger, Joseph Gezo, Zhimin Song, Jefferson Bettini, and Daniel Ugarte
Science 11 February 2005: 907-910

Não tenho noção do que seja carbono, se não aquele papel , usado na antiguidade para fazer cópias. Perguntarei ao meu amigo Mauricio , físico, ele com certeza deve saber o que é. No entanto a ignorancia não me impede de ter uma noção de que estamos  descobrindo algo que mudará todo que conhecemos ,música ,filme , informação etc, já estão até falando em fábricas para fabricar os nanotubos, deve ser do tamanho do microscópio utilizado já que tudo é taõ pequenininho. Ou que aquilo que parece gasoso pode se descobrir líquido, permite um novo questionamento, duvidar de antigas premissas e reformulá-las.

Up date

Poesia Russa

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Если б жив был Хайам, я б склонилась у ног

И сказала б ему: «Ты мне выжить помог!

Без твоих наставлений пытливый мой разум

Как без отдыха странник давно б изнемог!»

ГАЛИНА ЧАСОВСКИХ- GALINA CHASOVSKIKH

 



Escrito por Stella às 12h18 AM.

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"O Calígrafo de Voltaire" de Pablo de Santis

.................................................................................................

Comecei, seguindo instruções de Aristide Siccard, pelo alto das costas. A mulher se chamava Matilde, e o seu nome foi a primeira coisa que procurei esquecer. Amarrara os cabelos, negros como uma mancha de tinta, mas a toda hora eles se derramavam sobre suas costas, ameaçando sempre borrar as letras. Eu procurava pensar, e tentei me concentrar na mensagem, mas a rigidez daquelas palavras --conselhos administrativos, informações sobre investimentos em letras holandesas--, em contraste com a cerimônia da escrita, pareciam dotar os termos técnicos de significados obscenos. Tentei que a luz que banhava o corpo apagasse qualquer pensamento. Olhei para Matilde como se fosse um objeto, apenas uma superfície, e tive êxito enquanto traçava um t, mas as curvas de um R maiúsculo me devolveram ao tremor.

Não estava disposto a me render, e tentei, lembrando dos tratados anatômicos que me impressionaram em meus tempos de estudante. Queria pressentir, sob a aparente beleza, a repulsiva organização dos tecidos musculares e dos ossos. Mas a beleza triunfava sobre a estratégia.

Notei na voz de Aristide uma certa preocupação com aqueles traços quase ilegíveis; fiz uma última tentativa imaginando que a minha mão era Silas Darel, que não conhecia distração. Este pensamento me permitiu cobrir com letras partes do corpo que jamais eu vira de mulher nenhuma. Não sentia que a minha mão traçasse a mensagem, e sim que as palavras empurravam minha mão com paciência através de cada letra. Durante todo o trabalho minha caligrafia me pareceu alheia, mas na assinatura, que falsificava um nome desconhecido, havia finalmente um vigor e uma cautela que reconheci como meus.

Talvez minha memória magnifique desnecessáriamente minha torpeza, porque antes de me expulsar do escritório para se vestir em paz Mathilde olhou com aprovação a própria imagem refletida num espelho alto e disse:

- Não me sinto verdadeiramente nua até não estar escrita.

Terminado o trabalho, meus nervos estavam em tão péssimo estado que caminhei e caminhei sem rumo, até me perder pelos arredores da cidade. Já estava dsposto a voltar quando vi uma fumaça que se levantava em espirais negras de algum lugar próximo. Pensei que se tratava de um incêndio, mas era uma queima judicial: livros e papéis ardiam enquanto uma multidão olhava a fumaça com atenção, como se aquelas pessoas fossem capazes de ler naquelas volutas e linhas algo que me escapava. Na parede, um edital da justiça discriminava a lista de obras que estavam sendo queimadas: entre elas, um libelo atribuído a Voltaire, no qual se burlava uma bula recente. Nada dizia sobre o carrasco que havia aproximado o fogo dos livros, mas o desenho de uma mão mecânica encerrava o documento.

"O Calígrafo de Voltaire" Paulo de Santis

Reproduzí um trecho do livro do de Santis, falei dele no post passado e achei que a melhor maneira de apresentá-lo a vocês seria através de um pequeno trecho.



Escrito por Stella às 08h23 PM.

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Carnaval : irresistível!

 

Não resistí, e liguei a televisão para ver a primeira escola do Rio a desfilar. No momento em que o puxador da Mocidade Independente de Padre Miguel deu o grito de largada da escola , luxuosíssima com seu tema italiano,sentí o arrepío. A bateria tocou  e a batida entrou no meu sangue e tomou conta, expandida, não  tinha mais controle sobre meu coração. Fico emocionada, morrendo de saudades dos tempos em que saía na avenida, fiquei vendo a escola surpreendendo com seu luxo e alegria, até o fim.

 

Back to the cold cow.

Pronto, já voltei ao normal, foi só uma recaída emocionada mas já me recuperei. Agora voltando  to the cold cow, estou lendo um livro excelente. O "Calígrafo de Voltaire" do argentino Pablo de Santis. Ainda é da pilha de livros que trouxe da Flip em 2004.



Escrito por Stella às 12h32 PM.

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